quarta-feira, 30 de março de 2011

"Não me recordo do que comi ontem, mas me lembro de cada palavra carinhosa dita. Posso morrer de ciúmes, mas não dizer. Posso esquecer quem me deixou triste, mas não esqueço jamais de quem me fez feliz."

quinta-feira, 24 de março de 2011

E eu sei que você ainda vai conhecer vários babacas, mas um dia você vai conhecer um cara que vai te tratar do jeito que você realmente merece. Como se a vida dele não existisse sem você.

17 Outra Vez

quarta-feira, 23 de março de 2011

Rapunzel: E o que fazer quando você consegue realizar o seu maior sonho?

Flynn: Bom, essa é a melhor parte, você tem que encontrar um novo.

Quando o Titanic afundou, 1.500 pessoas caíram no mar. Seis foram tiradas das águas, incluindo eu – seis entre 1.500. Momentos depois, as setecentas pessoas nos barcos salva-vidas não podiam fazer nada a não ser esperar… esperar para morrer, esperar para viver, esperar por uma absolvição que nunca viria.

domingo, 20 de março de 2011

"Eu sei que eu confundo a cabeça de muitas pessoas; eu sei que falo palavrão, que eu choro de raiva, de dor e de saudade. Eu sei que eu brinco quando não devo, que dou valor em quem não merece. Eu sei que eu prefiro ficar completamente sozinha do que estar rodeada por pessoas que não fazem diferença pra mim. Eu sei que minha sinceridade machuca, que minhas palavras destroem, que minha solidão engana; meu sorriso disfarça, minha angústia atrapalha. Mas sabe de uma coisa? Você não tem ideia de como eu estou por dentro. Você não entende como eu estou tentando convencer pra mim mesma que esse sentimento de falta, de necessidade e de insegurança vai passar."

sexta-feira, 11 de março de 2011

"Todos os outros meninos eram corajosos e não se pode criticá-los por recuarem diante do capitão dos piratas. A garra de ferro criava em torno dele um círculo de água parada, da qual os garotos fugiam como peixes assustados.
Entre eles havia um, porém, que não temia o capitão: um que estava pronto para entrar nesse círculo.
Estranhamente, não foi na água que os dois se encontraram. Gancho subiu na rocha para tomar fôlego, e ao mesmo tempo Peter também subiu pelo outro lado. A pedra era escorregadia como vidro molhado, e para escalá-la eles tiveram que rastejar. Nenhum dos dois percebeu a presença do outro. Tateando a rocha em busca de um ponto de apoio, cada um se deparou com o braço do outro. Surpresos, ambos ergueram a cabeça e se viram cara a cara. Assim se encontraram.
Alguns dos maiores heróis confessaram que se sentiram fraquejar pouco antes de entrar em ação. Se Peter também tivesse fraquejado nesse momento, eu diria a vocês. Afinal, o capitão Gancho era o único homem que metia medo no próprio Diabo do Mar. Mas Peter não fraquejou e sentiu apenas uma coisa: alegria. E foi com alegria que rangeu seus lindos dentes. Rápido como o pensamento, arrancou uma faca do cinto do capitão e estava prestes a cravá-la no peito do inimigo quando percebeu que se encontrava num lugar mais alto que ele. Seria desleal de sua parte aproveitar-se dessa vantagem. Assim, tratou de ajudar o pirata a subir até lá.
Foi então que o capitão Gancho lhe deu uma mordida.
O que deixou Peter zonzo não foi a dor, mas a injustiça dessa dentada. Ele ficou sem ação, olhando fixo, horrorizado. Toda criança reage dessa forma na primeira vez em que recebe um tratamento injusto. Tudo o que ela se acha no direito de encontrar quando se aproxima de alguém é justiça. Poderá amar de novo uma pessoa que foi injusta com ela, porém nunca mais será a mesma criança. Ninguém se recupera da primeira injustiça. Ninguém, exceto Peter. Ele muitas vezes a encontrou, mas sempre a esqueceu. Acho que isso era o que verdadeiramente o diferenciava do resto do mundo.
Assim, a injustiça de agora parecia a primeira de sua vida, e ele só conseguia olhar fixo, sem ação..."
“Eu não sei se alguma vez você já viu o mapa da cabeça de uma pessoa por dentro. Às vezes os médicos desenham mapas de outras partes suas, e seu próprio mapa pode ser muito interessante. Mas eles nunca se metem a desenhar a mente de uma criança. Não só porque é muito confusa, mas porque ela fica girando sem parar. É cheia de linhas em ziguezague, parecidas com os gráficos de temperatura. Provavelmente essas linhas são estradas da ilha. Ah, sim, porque a Terra do Nunca é, sempre, mais ou menos uma ilha, com manchas surpreendentes de cores aqui e ali, com recifes de coral e embarcações cheias de mastros se fazendo ao largo, com selvagens e covis solitários, com gnomos que quase sempre são alfaiates, e com cavernas por onde correm rios, com príncipes que têm seis irmãos mais velhos, e uma cabana que está caindo aos pedaços, e uma velha muito velha de nariz torto.”